Síndromes
Minha barba esta por fazer
Minha cabeça em outro planeta
Amanha e outro dia de trabalho
E eu aqui remexendo historias na gaveta
Sinto igual aquele russo
Do Crime e Castigo
As idéias giram em torno
Mas nenhuma é comigo
Ando lunático, errante
Ate mesmo inconstante
Tem hora que quero correr, lutar, por algo brigar
Outras ficar aqui nesse lugar
Ser grande, pequeno
Como se tivesse a opção
Jogar tudo que tenho
Num grande bolão
Jogo de azar, jogo de morte
Jogo da vida, jogo da sorte
Pause, Game Over, Resume Play
Reboot, do zero começar outra vez
Agora aprendi, nessa eu não caio
Neste joguinho esta tudo traçado
Me contentar com o que eu tenho
Mas parece tão pouco
Coincidência ou desdenho
Quero sempre o que não tenho
Tenho medo de agir
Tudo que eu faço ta errado
Deveria fazer algo
Também é errado ficar parado
Pra um lado não posso ir
Nem pra outra direção
Vou fechar os olhos
Ir pra quarta dimensão
Vou voar bem alto
E cagar nas cabeças
Das pessoas apressadas
Dessa cidade sem beleza
Vou me aposentar
Eu vou dar um basta
Aqui do alto
A la vista, Hasta!


1 Comments:
eu gosto mesmo dos seus poemas cotidianos :]
e adorei o "a la vista, hasta" ;D
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