Despedida
Eu já não quero acordar amanha
Outro dia como hoje, que não foi tão bom
Fazer tudo do jeito que eu não quero
A minha vida, é à esquerda um zero
Vou me embora antes que eu faça algo errado
E passe meu futuro encarcerado
Numa jaula fria e pequena pra danar
Vou ter muitos anos pra minhas magoas chorar
Vou mudar de nome e de profissão
Virar fazendeiro com foice e facão
Vou arrumar uma briga, vou quebrar a cara
Vou combinar com o dentro, meu aspecto por fora
Na minha ultima mala já sei o que vou botar
Vou sem deixar rastro pra nunca mais voltar
Vou deixar na minha cama o meu celular
Pois para onde vou, dele não irei precisar
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