Outra
Não, não era você hoje a noite
Se fosse você, saberia o que fazer
Ao invés, tive que descobrir
Meus dedos sobre seu corpo, dispostos a reconhecer
Meus dedos percorriam seu corpo com carinho
Devagarinho fui descobrindo
O que era, o que não era, o que poderia ser...
Eremita, eu não estava acostumado
O pensar distante, era desgastante
Pensar com a cabeça o que se sente com o coração
No lugar certo, um suspiro, me animei a continuar procurando
Procurando. Buscando encontrar o que não estava lá.
Ou será que estaria bem escondidinho, num lugar remoto que meus dedos já queimados pela sua paixão eram incapazes de encontrar. Ou era minha mente tentando me convencer que um dia encontraria outra terra como a minha. A minha. Quis sumir. Quis trocá-la por você. Estava prestes a desistir quando ela me pegou de jeito e me fez te esquecer por alguns instantes.
Como é bom esquecer!


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